domingo, 4 de outubro de 2015

Fenômeno da desertificação avança em AL e compromete o PIB do estado


Fenômeno da desertificação avança em AL e compromete o PIB do estado


Seca em estágio extremo compromete solo e impossibilita agricultura.
Secretaria diz que Estado possui plano de combate aos efeitos de seca.


De forma silenciosa e quase imperceptível o fenômeno da desertificação, que é a seca no seu pior estágio devido ao alto teor de desidratação do solo, vem avançando em Alagoas e comprometendo o Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O problema é agravado pelos longos períodos de estiagem, cada vez mais frequentes nas últimas décadas.
Um estudo elaborado por pesquisadores do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), expõe que 10,5% do semiárido do estado, que compreende 14 municípios, apresenta sinais de desertificação, com degradação ambiental grave ou muito grave que pode até mesmo deixar o solo infértil.
Consequências“A desertificação é uma tragédia silenciosa porque, com impactos ambientais muitas vezes imperceptíveis, quando uma área se torna improdutiva, os problemas socioambientais interferem na qualidade de vida da população. Que se torna refém das condições climáticas", avalia o meteorologista e pesquisador do Lapis, Anselmo Santos.
O agricultor Denilson Matias da Silva conta que, assim como ele, diversas pessoas que sobreviviam da agricultura foram obrigadas a substituir a lavoura de milho e feijão pela criação de animais devido ao fenômeno da desertificação.
"Essa seca extrema já é visível em muitos lugares daqui de Palestina. Há anos agricultores deixaram de plantar algumas lavouras porque a plantação não 'vinga' mais. Roça de milho e feijão estão sendo substituídas por criação de animais. Algodão, que era algo comum aqui, eu já não planto há mais de três anos", relata Silva.
"Aqui não há grandes propriedades. Mas sim, pequenos produtores, que comem do que plantam. Com essa desertificação, o município fica mais pobre. Quem plantava o feijão para comer e vender, agora tem que pagar por ele", lamenta o agricultor.
Fenômeno da desertificação está deixando áreas do Sertão alagoano com solo arenoso (Foto: Jonathan Lins/G1)Fenômeno da desertificação está deixando áreas do Sertão alagoano com solo arenoso (Foto: Jonathan Lins/G1)
A pesquisa do Lapis, em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), avaliou o impacto na vegetação da região através de imagens de satélites com base em dados do ano 2014.
O estudo aponta que os municípios alagoanos mais afetados pela desertificação são Olivença, Carneiros, Monteirópolis, Olho D'Água das Flores, Major Isidoro, Batalha, Palestina, Jacaré dos Homens, Pão de Açúcar, São José da Tapera, Cacimbinhas, Girau do Ponciano, Traipu e Dois Riachos.
Danos e reversão
Ao apontar variações climáticas e a intervenção humana como potencializadores da desertificação, o pesquisador Anselmo Santos estima que 26% da população que vive no semiárido alagoano já sofra com as causas do fenômeno e expõe que os danos identificados precisam ser rapidamente revertidos.
“A gravidade da desertificação depende de como o fenômeno é tratado. Se houver descaso, ele poderá aumentar a abrangência de forma gradativa, gerando mais impacto para o meio ambiente e a população. É possível controlar, evitar e até mesmo reverter o fenômeno, no entanto, essa é uma tecnologia cara que depende do envolvimento de governos e auxílios técnicos que ajudem no manejo de preservação das áreas já desgastadas”, diz Anselmo Santos.
Mapa do Lapis mostra, em vermelho, o avanço da desertificação no semiárido alagoano (Foto: Reprodução / Lapis)Mapa do Lapis mostra, em vermelho, o avanço da desertificação no semiárido alagoano (Foto: Reprodução / Lapis)
Quanto ao custo social, ambiental e econômico da desertificação, o pesquisador relata que o fenômeno implica diretamente no PIB dos municípios afetados, mas que o prejuízo nem sempre tem como ser contabilizado.
“Sabemos que a desertificação compromete o PIB do estado. No entanto, não temos como projetar diretamente essas perdas. Se a agricultura e a pecuária são as principais atividades econômicas do semiárido alagoano, e o sertanejo fica impossibilitado de plantar com a improdutividade do solo, consequentemente isso causar danos socioeconômicos”, completa.
Combate à seca extrema
O superintendente de Meio Ambiente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Mateus Gonzales, diz que a secretaria possui um Plano de Ação Estadual para Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Seca.
Praga devasta plantação no Sertão de Alagoas. (Foto: Jonathan Lins/G1)Áreas degradas são cada vez mais comuns no
semiárido alagoano. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Gonzales explica que a desertificação é um problema que não pode ser resolvido de forma pontual. "Estamos atuando em recuperação de áreas e com educação ambiental, para que os agricultores adotem formas mais ecológicas no manejo do solo".

Segundo ele, o uso inadequado do solo é um dos maiores potencializadores da desertificação. "O grande problema destas áreas é que elas foram esgotadas pela forma de manejo da agricultura. Algo que é uma questão cultural e que não é fácil mudar. Por anos essas áreas sofreram com queimadas, com a monocultura e outros problemas que ajudaram no empobrecimento do solo", expõe Mateus Gonzales.
Assim, ele diz que a Semarh vem adotando diversas ações no combate ao empobrecimento do solo. Como a construção de barreiras, recuperação de áreas com reflorestamento e outras ttécnicas, além da expansão da distribuição de água através do Canal do Sertão.
Esta última vem sendo contestada por algumas organizações, já que o acesso à água do canal não vem ocorrendo de forma adequada para os sertanejos, que são obrigados a recorrer ao improviso para conseguir suprir as necessidades do líquido.
“Como Alagoas possui 65 municípios que ficam em áreas de semiárido, é preciso garantir água para o abastecimento humano e animal, e a agricultura. Para isso, contamos com novas adutoras para tratamento e distribuição de água, o projeto Água Doce, com dessalinizadores, além de ações para recuperação de nascentes. Combater a desertificação não é simples, nem barato, mas acreditamos que é possível”, relata Mateus Gonzales.
Ações paralelas
Quem também vem investindo em ações contra a desertificação é a Organização de Preservação Ambiental (OPA), que em parceria com diversas instituições vem recuperando nascentes no semiárido alagoano.
Na primeira etapa do projeto, a organização recuperou 55 nascentes no Sertão alagoano, melhorando o acesso e a qualidade da água usada por centenas de famílias que vivem nos municípios de Águas Branca, Pariconha e Mata Grande.
Sem o acesso adequado a água, Sertanejo retira o líquido do Canal do Sertão com balde (Foto: Waldson Costa/G1)Canal do Sertão ampliou o acesso a água, mas a distribuição ainda é inadequada (Foto: Waldson Costa/G1)
Fonte: http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2015/10/fenomeno-da-desertificacao-avanca-em-al-e-compromete-o-pib-do-estado.html

EUA: Seca histórica está afundando a Califórnia literalmente, diz NASA


A seca histórica que castiga a Califórnia vai custar à economia do estado cerca de US$ 2,7 bilhões e quase 21 mil empregos em 2015, segundo um estudo recente da Universidade da Califórnia em Davis.
Mas não é só a economia que segue uma linha descendente com a crise hídrica prolongada — a terra também. Partes do solo do Vale Central, que concentra a produção agrícola do estado, estão afundando a um ritmo alarmante, como resultado do bombeamento excessivo de água subterrânea.
O alerta sobre a intensificação do fenômeno, conhecido como subsidência (e que já foi observado em outros períodos de seca), vem de um novo relatório produzido pelo Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia em parceria com a NASA.
Segundo as análises, a terra no vale de São Joaquim (ao Sul do Vale Central) está afundando mais rápido do que nunca, quase 2 polegadas (5 centímetros) por mês em algumas localidades.
O aumento das taxas de subsidência tem o potencial de danificar a infraestrutura local, incluindo aquedutos, pontes e estradas.
Ao longo do tempo, o fenômeno pode até mesmo reduzir permanentemente a capacidade de armazenamento de água do aqüífero subterrâneo.
"As águas subterrâneas atuam como uma conta de poupança para fornecer suprimentos durante a seca, mas o relatório da NASA mostra as consequências de retiradas excessivas que têm sido feitas rumo ao quinto ano de seca histórica", disse o Departamento de Recursos Hídricos da Califórnia em nota.
O órgão afirmou que vai trabalhar em conjunto com municípios e as comunidades afetadas para identificar maneiras de diminuir a taxa de subsidência e proteger infraestruturas vitais, como canais, estações de bombeamento, pontes e poços.
Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/seca-esta-afundando-a-california-literalmente-diz-nasa#2

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cientista afirma que seres humanos estão causando os terremotos


NOTICIAS

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Bolha de frio no Atlântico Norte desafia aquecimento global

Temperatura ao sul da Groenlândia está abaixo da média há mais de um ano.

Fenômeno está ligado a perturbação em correntes marinhas, dizem cientistas.


Bolha de frio no Atlântico Norte desafia aquecimento global


Rafael GarciaDo G1, em São Paulo
Sequência de mapas climáticos mostra persistência do frio no Atlântico Norte (Foto: NOAA)Sequência de mapas climáticos mostra persistência do frio no Atlântico Norte (Foto: NOAA)
Com o aquecimento global avançando, 2015 tem boas chances de quebrar o recorde de 2014 como ano mais quente da história, mas existe uma região do mundo que desafia essa tendência: uma bolha de frio no Atlântico Norte.
Em todos os últimos 12 meses de registro de temperaturas na região logo ao sul daGroenlândia e da Islândia, as temperaturas de superfície registradas ficaram muito abaixo da média histórica, e em alguns casos bateram recordes de frio.
O que está acontecendo na região, porém, não é algo que coloque em xeque as previsões de cientistas sobre a mudança climática. Pelo contrário, a queda de temperaturas no Atlântico Norte é até mesmo um fenômeno previsto por climatologistas como consequência da influência do aquecimento global sobre circulação de águas oceânicas.
Desde março, cientistas têm oferecido evidências de que uma corrente marinha chamada Amoc (Circulação de Revirada do Atlântico Meridional, na sigla em inglês), está se desacelerando. Esse padrão de movimentação de águas oceânicas, normalmente, leva águas quentes dos trópicos para perto do Ártico, mas sua movimentação parece estar se desacelerando.
No mundo da ficção, a Corrente do Atlântico Meridional ganhou fama após ser mencionada no filme de catástrofe climática “O dia depois de amanhã”, que menciona o problema do enfraquecimento.
Ciclo desacelerado
A Amoc é um braço da chamada rede mundial de “circulação termoalina”, a macroestrutura de fluxo de água nos oceanos. A Amoc funciona por meio do resfriamento da água salgada perto do Ártico. Ganhando densidade por causa de sua temperatura baixa, a água afunda e, nas profundezas, é “empurrada” de volta para o sul. A ausência que ela deixa na superfície é preenchida então por águas quentes de superfície que são “puxadas” para o norte.
Diagrama global de circulação termoalina mostra a importância das correntes do Atlântico Norte em transportar água quente para o norte e levar água fria para o sul (Foto: G1/NOAA)Diagrama global de circulação termoalina mostra a importância das correntes do Atlântico Norte em transportar água quente para o norte e levar água fria para o sul (Foto: G1/NOAA)
Se algum elemento perturbar esse ciclo, porém, a corrente enfraquece. Cientistas acreditam que o que está acontecendo agora esteja relacionado ao derretimento de gelo de água doce na Groenlândia. Menos densa do que a água salgada, o produto desse derretimento compromete o afundamento de massas de água e desacelera a Amoc.
Sinais de que isso está acontecendo vêm sendo apontados por cientistas desde que um estudo alertou para o problema em março deste ano. Um enfraquecimento da Amoc já havia sido registrado na década de 1970, mas, depois de 1990, a circulação recobrou parte de sua força. Uma sequência tão grande de meses frios no Atlântico Norte, porém, não havia sido registrada em décadas mais recentes.
“Esse tipo de resfriamento local no extremo norte do Atlântico é consistente com o impacto esperado da desaceleração da circulação”, disse ao G1 o climatologista Tal Ezer, do Centro Para Oceanografia Física Costeira, de Norfolk (EUA). “Isso foi previsto há muito tempo por estudos básicos e simulações de computador em dinâmica oceânica, e parece que já estamos começando a ver algumas dessas mudanças climáticas.
Antes de as temperaturas começarem a cair de modo consistente na região, Ezer já havia conseguido documentar uma ligação entre o aumento acelerado do nível do mar na costa nordeste dos EUA e a desaceleração da Amoc.
Num estudo publicado na revista “Nature Climate Change” em março, Stefan Rahmstorf, do Instituto de Pesquisa de Impactos no Clima, de Potsdam (Alemanha), alertou para o problema. Uma reconstrução de temperaturas sugere que “o enfraquecimento da Amoc depois de 1975 é um evento sem precedentes no último milênio”, afirmam os cientistas. “Um maior derretimento da Groenlândia nas próximas décadas pode contribuir para um maior enfraquecimento da Amoc.”
Tendência permanente?
Segundo Ezer, não está claro ainda se o atual resfriamento do Atlântico será um evento permanente, porque existe um componente de variabilidade natural na variação de força da Amoc. As consequências de um enfraquecimento drástico e prolongado da corrente para áreas continentais habitadas ainda são difíceis de prever, mas como a corrente é um fator importante no transporte de calor para a Europa, é possível que o clima ali se altere.
“Se a tendência de enfraquecimento continuar, essa anomalia pode se tornar uma característica mais constante no futuro, mas não acho que cientistas consigam prever isso ainda”, afirmou o cientista. “Cientistas não esperam que ocorra uma mudança climática drástica no espaço de poucas semanas, como no filme ‘O dia depois de amanhã’, mas a ideia de que correntes do Atlântico afetam o clima da Europa e dos EUA é correta.”
Para o geólogo Jefferson Simões, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), especialista em clima polar o resfriamento atual não pode ser encarado ainda como uma sentença de morte da Amoc, mas é preocupante.
“É preciso levar em consideração que as mudanças no Ártico estão muito rápidas”, afirmou. “Nós erramos nossas previsões para menos, e pensávamos que as coisas que estão acontecendo agora, como a diminuição do gelo marinho e uma série de mudanças nos hábitats, só fossem ocorrer em 2040 ou 2050.”
Imagem divulgada por um dos pesquisadores mostra corredeira no meio de calota polar na Groenlândia em 4 de julho deste ano (Foto: Ian Joughin/AP)Derretimento da calota da Groenlândia pode estar ligado à bolha de frio do Atlântico (Foto: Ian Joughin/AP)

FONTE: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/10/bolha-de-frio-no-atlantico-norte-desafia-aquecimento-global.html

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Mais crateras misteriosas surgem na Sibéria

Mais crateras misteriosas surgem na Sibéria

 A descoberta de diversas crateras gigantes na Sibéria atraiu nos últimos meses interesse mundial. E agora, os cientistas descobriram ainda mais delas.
Mais crateras misteriosas surgem na Sibéria
A descoberta de diversas crateras gigantes na Sibéria atraiu nos últimos meses interesse mundial, lançando especulações que iam desde meteoritos até aliens. E agora, os cientistas descobriram ainda mais delas.
Em julho de 2014, pastores de renas descobriram uma cratera de 80 metros de largura em Yamal, península do norte da Rússia. Mais tarde, naquele mês, mais duas crateras foram descobertas no distrito de Tazovsky e Taymyr, respectivamente.
Agora, as imagens de satélite revelaram pelo menos mais quatro crateras, e pelo menos uma é cercada por mais de 20 mini-crateras.
“Sabemos agora de sete crateras na área do Ártico”, Vasily Bogoyavlensky, um cientista petrolífero de Moscou e do Instituto de Pesquisa de Gás, disse ao jornal The Siberian Times. “Cinco estão diretamente na Península de Yamal, uma em Yamal, o distrito autônomo, e uma está no norte da região de Krasnoyarsk, perto da Península de Taimyr”.
Agora, duas das crateras se transformaram em lagos, imagens de satélite revelam. Uma cratera chamada B2, localizada a 10 quilômetros ao sul de Bovanenkovo, um importante campo de gás no distrito autônomo de Yamalo-Nenets, agora é um grande lago cercado por mais de 20 pequenas crateras cheias de água.
Mas Bogoyavlensky acha que pode haver muitos mais. Ele pediu uma investigação mais aprofundada das crateras, além de recomendações de segurança para a região. “Devemos pesquisar esse fenômeno com urgência, para evitar possíveis desastres”, disse ele.
YAMAL-CRATERS-7
Gases aprisionados
Embora a origem destas crateras permanece um tanto misteriosa, muitos cientistas acreditam que elas foram criadas por explosões de gás de alta pressão liberadas do derretimento do permafrost, ou solo congelado, devido ao aquecimento do clima.
“Na minha opinião, definitivamente está relacionado ao aquecimento e permafrost”, disse Vladimir Romanovsky, um geofísico que estuda permafrosts na Universidade do Alaska.
Romanovskyt acha que sabe como isso ocorre: gás pressurizado – principalmente metano, mas possivelmente dióxido de carbono, existe sob o permafrost. Desde que temperaturas mais quentes descongelam o permafrost de baixo para cima, forma cavidades subterrâneas, disse Romanovsky. À medida que o gás se aproxima da superfície, ele deforma o terreno acima, criando uma pequena colina. Finalmente, o gás pressurizado irrompe através da superfície, formando uma cratera, disse ele.
Em novembro de 2014, os cientistas foram em uma expedição para estudar a cratera Yamal, tirando algumas fotos impressionantes. Vladimir Pushkarev, diretor do Centro de Exploração Ártica, subiu para dentro da cratera em uma corda para observá-lo a partir do interior.
“Você pode ver nas fotografias uma estrutura muito diferente”, onde a maior parte do buraco cedeu, mas apenas a parte superior a 5-7 m parece uma cratera, Romanovsky disse. “Somente os vários metros superiores  [de terra] foram jogados fora, mas a maior parte do buraco estava realmente lá antes da erupção.”
Explosões perigosas
O metano em erupção pode mesmo ter pegado fogo. Moradores próximos da cratera na cidade de Antipayuta relataram ter visto um flash brilhante à distância, de acordo com o The Siberian Times.
“Provavelmente, o gás inflamou”, disse Bogoyavlensky ao jornal The Siberian Times. Investigar as crateras será perigoso, porque os cientistas não sabem quando as emissões de gás ocorrerão, acrescentou.
Como o metano teria pegado fogo é um mistério, disse Romanovsky. “Parece que isso aconteceu durante o inverno, então não deve haver trovoadas ou raios”, disse ele. Ele acha que o metano provavelmente entrou em erupção sem inflamar, apenas devido à alta pressão.
Estas crateras só devem se formar quando a temperatura é quente o suficiente para derreter o permafrost. “Se o aquecimento continuar, vamos ver mais e mais desse fenômeno”, disse Romanovsky. Pode acontecer em qualquer lugar onde há fontes suficientes de gás natural, incluindo partes do Alasca e noroeste do Canadá, acrescentou.